EDUSTAT - Qual o investimento do país em educação?

Qual o investimento do país em educação?

julho de 2021

Com o objetivo de perceber a importância que Portugal atribui à educação, olhamos para os recursos financeiros alocados ao pré-escolar, ensino básico e ensino secundário (público e privado) entre 2012 e 2017. Os valores apresentados incluem parcelas de investimento provenientes de três fontes: administração pública, organizações internacionais e setor privado não educativo.

Fazendo uso de gráficos de linhas, que permitem perceber as oscilações financeiras entre 2012 e 2017, verificamos que no pré-escolar a tendência foi para a subida do investimento. De 1088,7 para 1206,3 milhões de euros, respetivamente. A linha, todavia, praticamente permanece na horizontal mostrando ténues variações no investimento, ao longo do período de tempo analisado.



O ensino básico (1.º, 2.º e 3.º ciclo) concentra a maior fatia do investimento no setor do ensino não superior. O gráfico de linhas faz notar as oscilações entre mais ou menos investimento. Em 2012, 5235 milhões de euros eram destinados a estes ciclos, mas em 2013 o orçamento subia para 5755,2 milhões de euros. O valor mais elevado entre 2012 e 2017. Nunca, neste período, o investimento voltará a estes valores. A maior descida, para os 5211,1 milhões de euros, regista-se em 2015. A linha do investimento encerra a série em 2017 com um investimento alocado ao ensino básico de 5730,7 milhões de euros, valor ainda abaixo do investimento máximo deste período alcançado em 2013.

No ensino secundário, a tendência entre 2012 e 2017 foi para uma descida no investimento. Em 2012, gastavam-se nas escolas que lecionam os 10.º, 11º e 12.º anos de escolaridade 2766,4 milhões de euros. O investimento foi descendo, consecutivamente, até atingir os 2268,9 milhões de euros em 2015. Recupera em 2016, subindo para 2304,4 milhões de euros e continua a crescer em 2017 para 2491,6 milhões de euros.

Olhar para o investimento nas instituições de ensino em termos relativos, como percentagem do produto interno bruto (PIB) português, mostra a proporção real de recursos disponíveis no país que são destinados à educação. O investimento no ensino básico - embora diferente em termos percentuais no 1.º e 2.º ciclo e no 3.º ciclo - apresenta uma tendência de descida no período de 2012 a 2017.

Assim, Portugal investia 1,64% do PIB, nos primeiros seis anos de escolaridade básica (1.º ao 6.º ano), em 2012. Em 2013, o investimento representava 1,82% do PIB, o valor máximo no período em análise. Em 2014 registava-se uma descia para os 1,77% do PIB, que se acentuaria até 2016 com 1,52% do PIB investidos. Em 2017, o investimento subia aos 1,61%.



No 3.º ciclo (7.º ao 9.º ano), as instituições de ensino (públicas e privadas) tinham para gastar em 2012 1,32% do PIB. Como acontece nos níveis de escolaridade anteriores, o pico do investimento no período analisado é atingido em 2013, com 1,41% do PIB. De 2013 até 2015 o investimento desce, fixando-se nos 1,19%, depois sobe em 2016 para 1.21% e volta a descer em 2017 para 1,19%.

O período entre 2012 e 2017 foi também de descida no investimento no ensino secundário (10.º, 11.º e 12.º ano). De 2012 a 2016, os gastos com as escolas secundárias estiveram sempre em queda: de 1,55% até 1,15% do PIB, respetivamente. Em 2017, o investimento no ensino secundário representava 1,19% do PIB.

Indicadores a explorar: