EDUSTAT - A taxa de desemprego baixou para 6% em 2025, o valor mais baixo dos últimos 14 anos

A taxa de desemprego baixou para 6% em 2025, o valor mais baixo dos últimos 14 anos

fevereiro de 2026


Em 2025, o número de pessoas empregadas em Portugal alcançou um máximo histórico. Segundo dados do INE, cerca de 5,3 milhões de indivíduos encontravam-se empregados nesse ano, um acréscimo de 163 mil (3,2%) face ao ano anterior.

Em linha com esta evolução positiva do mercado de trabalho, a taxa de desemprego fixou-se, em 2025, nos 6%, o valor mais baixo desde o início da série estatística, em 2011. Face a 2024, registou-se uma diminuição de 0,4 pontos percentuais (de 6,6% para 6%), consolidando a trajetória de queda que se verifica desde 2023.

A análise por sexo revela que o desemprego diminuiu tanto nos homens como nas mulheres. Não obstante, a descida, face a 2024, foi mais expressiva na população masculina (-0,5 p.p.) do que na feminina (-0,3 p.p.). Em 2025, o risco de desemprego continuou a ser superior nas mulheres (6,5%) em comparação aos homens (5,5%).



A queda do desemprego foi mais acentuada entre os mais jovens

A redução da taxa de desemprego não foi transversal a todas as faixas etárias. No grupo dos 25-34 anos, registou-se um ligeiro aumento de 0,2 pontos percentuais, fixando-se, em 2025, nos 7,2%. Em contraste, nos restantes grupos etários observou-se uma redução do desemprego entre 2024 e 2025.

A descida foi mais moderada entre a população com 35 ou mais anos, nomeadamente nos grupos etários dos 55-74 anos (-0,3 p.p.), 45-54 anos (-0,5 p.p.) e 35-44 anos (-0,6 p.p.). Já a redução mais expressiva ocorreu entre os mais jovens: no grupo dos 16-24 anos, a taxa de desemprego diminuiu 2,1 pontos percentuais face ao ano anterior.

Apesar desta melhoria, os jovens — tipicamente com menos experiência profissional e que se encontra há menos tempo no mercado de trabalho — continuam a apresentar uma maior vulnerabilidade ao desemprego. Em 2025, a taxa de desemprego dos 16-24 anos (19,5%) foi mais do triplo da registada para o total da população (6%). Também o grupo dos 25-34 anos revelou maior exposição, com uma taxa de 7,5%, cerca de 1,5 pontos percentuais acima da média nacional. Por sua vez, nos grupos etários com 35 ou mais anos, a taxa de desemprego manteve-se abaixo dos 5% em 2025.



O risco de desemprego é maior entre os menos qualificados, sobretudo no caso dos mais jovens

A população com menos qualificações apresenta um maior risco de desemprego. Em 2025, a taxa de desemprego dos indivíduos com ensino básico – exceto 2.º ciclo – ou secundário foi superior ou igual a 6,3%, um valor 1,7 pontos percentuais acima dos que têm ensino superior (4,6%).

Entre os jovens, dos 25 aos 34 anos, os menos qualificados foram também os mais vulneráveis. Nesta faixa etária, o risco de desemprego dos menos qualificados foi significativamente maior em comparação com os jovens com ensino superior.

A taxa de desemprego dos jovens com ensino básico (2.º ciclo ou 3.º ciclo) foi, em 2025, de 19,5% e 11,1%, respetivamente. Por oposição, a taxa de desemprego dos jovens desta faixa etária com ensino superior fixou-se nos 5,9% no mesmo período.



A taxa de desemprego foi superior na Península de Setúbal

Em 2025, verificaram-se algumas assimetrias regionais a nível da taxa de desemprego. A Península de Setúbal destacou-se das restantes regiões por apresentar uma taxa de desemprego de 8%, ou seja, 2 pontos percentuais acima da média nacional (6%). Também a região Norte (6,3%) e a Grande Lisboa (6,3%) registaram um risco de desemprego ligeiramente acima da média nacional. No sentido inverso, a taxa de desemprego foi inferior a 6% nas regiões autónomas – Açores (4,9%) e Madeira (5,4%) –, no Algarve (5,6%), no Alentejo (5,5%) e nas regiões Centro (5%) e Oeste e Vale do Tejo (5,2%).

Com exceção da Península de Setúbal, a taxa de desemprego reduziu, entre 2024 e 2025, em todas as regiões do território português. A queda mais acentuada foi no Oeste e Vale do Tejo (-1,5 p.p.), na região Centro (-0,8 p.p.) e nos Açores (-0,7 p.p.). Nas restantes regiões, a redução foi inferior ao igual a 0,3 pontos percentuais.



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